Por que a fase pré-operatória importa
A preparação antes da cirurgia — chamada de pré-habilitação — é a parte mais subestimada do processo. O princípio é simples: quanto melhor a condição de força, mobilidade e controle antes do procedimento, melhor tende a ser o ponto de partida da recuperação.
O trabalho pré-operatório costuma incluir:
Ganho ou manutenção de força na musculatura que será afetada
Preservação da amplitude de movimento possível
Treino antecipado do que você vai precisar fazer no pós — uso de muletas, transferências, entrar e sair da cama, subir escada
Orientação sobre o que esperar de cada fase, o que reduz ansiedade e melhora adesão
Condicionamento cardiorrespiratório dentro do possível
Chegar preparado encurta a curva de reaprendizado do pós-operatório.
Situações que costumam ser acompanhadas
Reconstrução de ligamento cruzado anterior e outras cirurgias de joelho
Meniscectomia e sutura meniscal
Artroplastia de joelho e de quadril
Cirurgia de manguito rotador e demais procedimentos de ombro
Artroscopias em geral
Cirurgias de coluna, conforme liberação
Correção de fraturas com osteossíntese
Cirurgias de pé e tornozelo
Pós-operatório de cirurgia plástica (ver página específica)
Como a MOVE conduz o pós-operatório
Fase 1 — Proteção Controle de edema e dor, proteção do tecido operado, mobilização dentro do que o cirurgião liberou, prevenção de complicações. O objetivo aqui não é ganhar: é não perder.
Fase 2 — Recuperação de amplitude Retorno progressivo da mobilidade articular, com terapia manual e exercício dentro dos limites do protocolo.
Fase 3 — Força Ganho de força e resistência muscular com carga progressiva, na medida em que a cicatrização permite.
Fase 4 — Retorno funcional Retomada das atividades do dia a dia, do trabalho e — quando for o caso — do esporte, com treino específico da demanda real.
A progressão entre fases depende de critério, não de data. Você avança quando atinge os marcos da fase, não quando o calendário diz. Pular etapa é a causa mais comum de recidiva.
O papel do relatório cirúrgico
O relatório do cirurgião é o documento que orienta o protocolo. Ele informa a técnica empregada, o que foi encontrado, o que foi reparado e — o mais importante — quais as restrições de carga, amplitude e prazo.
Traga na primeira sessão: - Relatório ou descrição cirúrgica - Exames de imagem pré e pós-operatórios - Orientações e restrições por escrito do cirurgião - Prescrição de medicamentos em uso
Quando não há restrição registrada por escrito, entramos em contato com a equipe cirúrgica antes de progredir carga. Não improvisamos protocolo sobre cirurgia alheia.
Quando a reabilitação precisa ser interrompida ou reavaliada
Procure o cirurgião e comunique a fisioterapeuta se surgir:
Sinal de infecção na ferida — vermelhidão crescente, calor, secreção, odor
Febre
Dor súbita e intensa, diferente da dor esperada
Aumento abrupto de edema
Dor, calor e edema unilateral em panturrilha — suspeita de trombose
Falta de ar ou dor torácica
Perda de função que já havia sido recuperada
Estalido ou sensação de falha associada a dor
Perguntas frequentes sobre Reabilitação pré e pós-cirúrgica
Tire as dúvidas mais comuns sobre indicações, sessões e formato de atendimento no studio:
Depende do procedimento e da liberação do cirurgião. Em várias cirurgias ortopédicas o início é precoce, ainda na primeira semana, com condutas de proteção. Em outras, há um período de imobilização antes de qualquer mobilização ativa. Quem define esse marco é a equipe cirúrgica — e o ideal é já sair da consulta pré-operatória com essa data agendada.
Na maior parte dos casos, sim. Chegar à cirurgia com mais força, mais mobilidade e já sabendo usar muleta, transferir-se e executar os exercícios da primeira fase muda o ponto de partida da recuperação. Também reduz a ansiedade, porque você já sabe o que vem pela frente. O tempo disponível entre a indicação e a data da cirurgia define o que é possível trabalhar.
Varia muito conforme o procedimento, a idade, a condição prévia e a adesão. Uma artroscopia simples tem tempo bastante diferente de uma reconstrução ligamentar ou de uma artroplastia. A estimativa é feita na avaliação a partir do relatório cirúrgico, e é apresentada em fases com critérios de progressão — não como um número fechado de sessões.
Quando necessário, sim. O relatório cirúrgico é a base do protocolo, e sempre que houver dúvida sobre restrição de carga, amplitude ou prazo, buscamos alinhamento com a equipe cirúrgica antes de progredir. Reabilitação pós-operatória sem alinhamento com quem operou é risco desnecessário.
Não. O atendimento é exclusivamente particular e individual — uma fisioterapeuta por paciente, durante toda a sessão. Emitimos recibo com os dados necessários para que você solicite reembolso ao seu plano, conforme as regras do seu contrato. O valor e a elegibilidade do reembolso são definidos pela operadora.

Amanda Martins
CEO da MOVE · Fisioterapeuta · CREFITO-11
Pós-graduada em Ortopedia, Traumatologia e Fisioterapia Cardiopulmonar Intensiva.
Conteúdo informativo e educativo elaborado segundo preceitos éticos do COFFITO. Não substitui consulta e avaliação fisioterapêutica presencial.

